Solidez e liquidez
Solidez e liquidez são termos intimamente associados à imagem da Credicitrus. São atributos muito valorizados pelos cooperados, tanto quanto o bom atendimento, os bons produtos e serviços e as condições vantajosas que oferecemos. Tudo isso gera segurança e explica a crescente confiança depositada em nossa cooperativa pelos produtores rurais, comprovada pela expansão de nosso quadro de associados, nossas operações de crédito e nosso patrimônio líquido, entre outros indicadores. Pelos resultados obtidos, também temos merecido respeito cada vez maior das autoridades do sistema financeiro e mantido o mais alto grau de segurança de crédito de todo o sistema cooperativista.
Nosso bom conceito é resultado do modelo de gestão que adotamos desde a constituição da Credicitrus, em 1983. Nossos Conselhos de Administração, cujos integrantes têm seus nomes submetidos à aprovação do Banco Central, sempre defenderam a mesma idéia: é fundamental garantir a integridade e a perenidade da Cooperativa. Para isso, foram criados procedimentos e controles internos rígidos, a serem seguidos por todos, da diretoria executiva aos níveis operacionais, sempre acompanhados por auditorias sistemáticas. Com isso, a Credicitrus foi pioneira na aplicação das modernas regras de governança corporativa, as quais têm sido constantemente aperfeiçoadas.
Em paralelo às regras internas, também sempre acatamos todas as normas e resoluções do Banco Central para o nosso segmento de negócios.
Esse rigor de conduta é um diferencial raramente citado, mas de extremo valor para a Credicitrus, pois é o alicerce firme que nos permitirá atingir níveis cada vez mais altos em benefício de nossos cooperados e das comunidades nas quais atuamos.
Foi graças a essa base que atravessamos sem abalos dois momentos delicados em 2008. O primeiro deles ocorreu em abril, com o falecimento prematuro de Leopoldo Pinto Uchôa, principal executivo de nossa cooperativa desde sua fundação, sob cuja orientação a Credicitrus consagrou-se como a maior organização de sua categoria na América Latina. O segundo ocorreu no quarto trimestre, quando o mercado se agitou com a crise financeira norte-americana e seus reflexos na economia mundial.
A ausência de Leopoldo Uchôa, embora muito sentida, não trouxe descontinuidade à nossa administração, graças aos procedimentos e controles citados. Também contribuiu para isso o fato de Leopoldo já vir preparando sua sucessão nos últimos anos, cercando-se de profissionais experientes e de confiança.
Por outro lado, no que diz respeito à crise, enquanto os bancos fecharam as portas ao produtor no final do ano, a Credicitrus socorreu todos os seus associados. Desse modo, valorizou sua presença em nosso meio, pois foi, provavelmente, a única instituição financeira a manter seus canais de crédito abertos.
À parte esses períodos em que houve necessidade de redobrar nossa atenção, 2008 foi positivo. Continuamos crescendo e superando recordes. E ainda registramos uma tendência auspiciosa: o aumento da fidelidade dos produtores rurais à nossa cooperativa, perceptível no maior volume médio de operações realizadas durante o ano. Trata-se de um ato de inteligência, pois concentrar as operações profissionais, pessoais e familiares na Credicitrus proporciona importantes vantagens ao cooperado e à sua região e ainda contribui para fortalecer nossa cooperativa.
Como conclusão, podemos afirmar que a Credicitrus é hoje maior, mais forte e mais confiável. E, portanto, está mais preparada para vencer os desafios do futuro.
Raul Huss de Almeida
Diretor-presidente

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